Perguntas frequentes
Tudo o que você precisa saber sobre o projeto AmazonFACE
Encontre respostas para as principais dúvidas sobre nossas pesquisas, a tecnologia dos anéis de CO₂ e como estudamos o futuro da Amazônia frente às mudanças climáticas globais.
Sobre nós
Quem coordena o AmazonFACE?
O programa é uma iniciativa científica liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e cofinanciada pelos governos do Brasil e do Reino Unido, por meio do Met Office. A coordenação científica é realizada conjuntamente pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com a participação de pesquisadores e instituições científicas de diferentes países.
Onde fica o AmazonFACE?
O experimento está instalado em uma estação experimental de pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), situada na Reserva de Pesquisa ZF-2, localizada a cerca de 80 km ao norte de Manaus (AM).
O que significa FACE?
FACE é a sigla para Free-Air CO₂ Enrichment, uma tecnologia que permite aumentar a concentração de CO₂ em áreas abertas da floresta para estudar como as plantas e o ecossistema respondem às condições climáticas previstas para o futuro.é a sigla em inglês para Free-Air 〖"CO" 〗_2 Enrichment (Enriquecimento por 〖"CO" 〗_2 ao Ar Livre). Essa tecnologia permite fertilizar trechos de ecossistemas naturais com gás carbônico sem a necessidade de fechar a vegetação em estufas ou estufas com teto transparente.
O que é o AmazonFACE?
O AmazonFACE é o maior experimento científico de campo em floresta tropical do mundo. Trata-se de um programa de pesquisa de grande porte projetado para entender como a floresta amazônica responderá ao aumento dos níveis de dióxido de carbono (〖"CO" 〗_2) na atmosfera.
Sobre o experimento
O experimento causa impactos ambientais?
Os impactos são mínimos, locais e rigorosamente monitorados. A instalação das torres e tubulações seguiu métodos de baixo impacto ecológico (sem necessidade de desmatamento das parcelas) e com uso de guindastes para erguer as estruturas. Não há aplicação de substâncias químicas nocivas ao ecossistema.
O CO₂ utilizado é seguro?
Sim. O dióxido de carbono não é um gás tóxico nas concentrações aplicadas e é o mesmo componente naturalmente presente no ar que respiramos e utilizado pelas plantas na fotossíntese. O aumento simulado no experimento eleva a concentração em cerca de 50% acima do nível atual do ar, nivelando ao cenário projetado para o futuro. Por estar ao ar livre, o gás se dissipa rapidamente com o vento. A concentração de 620ppm almejada é encontrada rotineiramente dentro de ambientes fechados, como dentro de casa ou salas de aula e não oferece perigo à saúde humana.
Como o CO₂ é liberado nas parcelas experimentais?
O dióxido de carbono é armazenado em estado líquido em tanques instalados no sítio experimental. Ele é vaporizado e distribuído por tubulações até os anéis. Bicos injetores ao longo das torres liberam o gás, enquanto sensores no topo do dossel medem constantemente a velocidade e a direção do vento, ajustando a liberação de forma automatizada para manter o nível desejado no interior do anel.
Como funciona o AmazonFACE?
O experimento utiliza estruturas tubulares organizadas na forma de "anéis" circulares de cerca de 30 metros de diâmetro. Cada anel é composto por 16 torres de alumínio de 35 metros de altura que ultrapassam a altura da copa das árvores. Tubos verticais fixados nas torres liberam ar enriquecido com 〖"CO" 〗_2 diretamente no ecossistema e na copa das árvores.
Objetivos científicos
O experimento pode ajudar a prever o futuro da Amazônia?
Sim. Os dados reais obtidos nas árvores, solo, raízes e na fauna local serão incorporados a modelos computacionais e climáticos globais. Isso permitirá projeções mais exatas sobre a resiliência e a vulnerabilidade do bioma no futuro.
O AmazonFACE estuda mudanças climáticas?
Sim. É considerado um dos projetos de campo mais relevantes do mundo na área de ciência do clima, pois recria diretamente as condições atmosféricas previstas no planeta para a segunda metade do século XXI.
Por que estudar os efeitos do aumento de CO₂ na Amazônia?
A Amazônia estoca quantidades massivas de carbono e atua como um regulador do clima global. Compreender seu comportamento sob níveis mais elevados de 〖"CO" 〗_2 é fundamental para prever se a floresta continuará atuando como um sumidouro de carbono ou se corre o risco de perder massa florestal e degradar-se.
O que os cientistas querem descobrir?
O objetivo principal é responder se a floresta amazônica responderá ao aumento de CO₂ aumentando sua taxa de crescimento e absorção de carbono (o chamado "efeito de fertilização por carbono") ou se fatores como a limitação de nutrientes no solo (principalmente fósforo) e o estresse hídrico limitarão essa capacidade.
Informações gerais
Onde posso acompanhar as descobertas do AmazonFACE?
Você pode acompanhar as novidades e publicações científicas no site oficial do projeto em amazonface.unicamp.br, bem como nos canais oficiais do INPA, da UNICAMP e do MCTI.
Quando os primeiros resultados científicos serão divulgados?
Publicações sobre a fase preparatória e diagnósticos de base (baseline) da floresta já vêm sendo divulgadas. Os primeiros resultados conclusivos sobre o comportamento comparativo das árvores submetidas à injeção contínua nos anéis de CO₂ devem ser publicados ao longo dos primeiros 2 a 3 anos de funcionamento contínuo do experimento.
Quem financia o AmazonFACE?
O projeto é financiado pelo Governo Federal do Brasil por meio do MCTI (FNDCT/Finep, CNPq), pela Petrobras, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pelo Governo do Reino Unido.
Quanto tempo o experimento vai durar?
A fase de injeção contínua de CO₂ e monitoramento no experimento de escala completa tem duração mínima estimada de 10 anos de operação.
Perguntas adicionais
Como solicitar entrevistas com pesquisadores?
Solicitações de imprensa e entrevistas devem ser encaminhadas para a assessoria de comunicação do projeto pelo e-mail afacecom@unicamp.br ou através do serviço de comunicação do INPA e da UNICAMP.
É possível visitar o AmazonFACE?
Como a área fica localizada em uma reserva de preservação e pesquisa restrita no meio da floresta (ZF-2 do INPA), não há visitação aberta ao público geral. Visitas institucionais, técnicas e acadêmicas exigem autorização e planejamento prévio com a coordenação.
Os animais da região são afetados?
O aumento moderado da concentração de CO₂ no ar não prejudica a saúde dos animais. O componente de Biodiversidade do AmazonFACE monitora se as mudanças na dinâmica de folhas, frutos e insetos causadas pelo CO₂ extra alterarão indiretamente o habitat de certas espécies.
O aumento de CO₂ é sempre benéfico para as plantas?
Não. Um aumento acentuado de CO₂ pode favorecer apenas algumas espécies em detrimento de outras, alterando o equilíbrio e a biodiversidade da floresta. Além disso, não compensa de forma isolada os danos causados por altas temperaturas e secas severas.
As árvores vão crescer mais com o aumento de CO₂?
Trata-se da principal hipótese em teste. Embora o CO₂ seja a "matéria-prima" da fotossíntese, o crescimento extra pode ser contido se o solo não oferecer nutrientes suficientes (como o fósforo) ou se a floresta sofrer com a falta de água.
Quantos países estão envolvidos na pesquisa?
Mais de 10 países participam da rede de pesquisa científica do AmazonFACE, unindo cientistas do Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, entre outros.
Quantos pesquisadores participam do projeto?
São cerca de 150 pesquisadores e técnicos envolvidos nas diversas frentes de trabalho do programa.
O que acontece nas parcelas de tratamento e de controle?
Parcelas de tratamento (3 anéis): Recebem a injeção contínua de ar enriquecido com dióxido de carbono, elevando a concentração local em cerca de 50%.
Parcelas de controle (3 anéis): Possuem a mesma estrutura física de torres, mas injetam apenas ar atmosférico normal (sem acréscimo de CO₂, permitindo isolar se as mudanças observadas nas plantas ocorrem pelo gás ou pela presença da estrutura.
Quantas parcelas experimentais existem?
Existem 6 parcelas/anéis experimentais no projeto completo. Cada torre mede 35 metros de altura com 30 centímetros de diâmetro.